quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Teto Partidário

Onde todos são lideres, companheiros e queridos amigos?
Època de eleição é uma graça, para quem vive internamente um partido, é uma visão espetacular no que diz respeito as pessoas. Ano eleitoral, quem nunca falou com você vem falar, aqueles que mesmo te malhando constantemente pelas costas ao te ver disparam aquele elogio manhoso e de tom suave, uns se tornam o melhor amigo, outros sempre grandes companheiros, para muitos, uma pessoa de grande futuro. O cara que é candidato, nossa, nunca te viu mesmo durante anos você ali trabalhando, se dedicando a bandeira , nessa época você é um líder, o futuro do partido. Não é novidade, que um partido político nasce da história e se mantém dela. Assim como seus líderes e correligionários. A poupa que comanda geralmente, vem de uma linha sucessória, sendo os demais, meros coadjuvantes que servem ao determinado partido como escada para uns e massa de manobra como um todo. Cada um tem um teto, dali não se passa, é como vestibular na federal, são poucos e leva tempo, tem de ter sobrenome, uma luz que te carrega, nem que seja para abrir as portas fechadas, e por mais trabalho que se tenha, o reconhecimento é oportuno. O boicote é diário, a poda constante, e os argumentos sempre direcionados ao reconhecimento histórico seu ou da sua linha sucessória. E isso não é mérito somente de alguns antigos, mas muitos jovens agem assim, já com mal caratismo e frieza. Isso não vai acabar, a corrupção nasce do mal caratismo seja ele inernamente onde a sociedade não consegue ver.

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